Brazilian, Carioca, 20, smart, cute, stranger and romantic.
Catching Elephant is a theme by Andy Taylor

Não é de hoje que essas discussões tomam conta da internet. Provavelmente sempre acontecerão.
Ontem, apareceu no meu feed uma imagem que comparava Demi Lovato e Selena Gomez a Christina Aguilera e Britney Spears . Comentei que achava a comparação infundada uma vez que elas pertencem a gerações diferentes, tem feitos diferentes, estilos diferentes. Resumindo, nada em comum. Um fã de Christina Aguilera deve ter me interpretado mal e começou a me xingar, falou que eu não sabia de nada sobre Christina Aguilera (eu, fã incubado, blogueiro de música pop), que ela era perfeita, gostosa, só fazia sucessos, era rainha do universo. Só faltou falar que ela que pariu Jesus.
As pessoas colocam muito de si em seus ídolos. E cada um deles representa uma geração. Madonna, Cher, Cindy Lauper são divas dos anos 80-90, que até hoje tem um nome forte no meio. Elas deixaram seu legado que é muito respeitável. Elas abriram as portas para suas sucessoras. No final da década de 90, surgiram as boybands e girlgroups, uma tendência que nunca se extinguiu. Surgiram cantoras que tem trajetórias notáveis e respeitáveis no mundo da música: Christina Aguilera, Britney Spears e Jennifer Lopez no pop, Beyoncé e Kelendria Rowland no R&B, Missy Elliot e Lil Kim no rap. Na segunda metade da década de 2000 outros cantores começaram a criar para sua geração: grupos como Jonas Brothers, cantoras como Demi Lovato, Selena Gomez, Miley Cyrus no pop, Nicki Minaj no rap, Rihanna no R&B. Cada uma representa sua geração. E não há porque compará-las. Estamos tratando de algo que nunca será senso comum: preferências.
Eu prefiro preto, meu irmão prefere verde, minha mãe branco e a gente não fica discutindo qual cor é melhor que a outra. “Ah, a minha deixa todo mundo mais magro, ajuda mais as pessoas, é clássica.”, diria eu. ” A minha representa vida, representa natureza, esperança. Não é morta e sem vida como o preto.”, diria meu irmão. “A minha representa a paz, combina com tudo, todo mundo me adora e eu mostra a verdade, não esconde ninguém atrás dela. Dá luz às coisas, é a melhor de todas.”, retrucaria minha mãe. Por que as pessoas não discutem sobre cores e discutem sobre qual música é melhor que a outra? O parâmetro é sempre o mesmo pra ambas: a comparação.
Assim como as cores, cada cantora tem sua particularidade, algo que a torna diferente das outras. Elas não são melhores umas que as outras, elas se complementam e se completam. Imagina que tristeza seria um mundo onde só houvesse uma cor? Ou um mundo onde só uma cantora fizesse sucesso e fosse diva? A música foi feita para ser apreciada. Minha mãe curte gospel, meu irmão curte rock e eu curto o que me agrada (desde Britney Spears à Oasis, passando por Inna e Reik). Meus ouvidos gostam de sonoridades diferentes, apreciam mais a melodia que a potência vocal das pessoas (talvez por isso eu nunca tenha gostado de Adele como boa parte do mundo). Meu irmão prefere algo mais pesado. E minha mãe curte falar que ama Jesus. Três gostos que coexistem numa casa. Conheço e aprecio música do Slipknot (sim, nem parece) por causa do meu irmão, aprendo letras de gospel por causa da minha mãe e eles são obrigados a ouvir o Blackout e FutureSex/LoveSounds todo santo dia. E ai de quem reclamar de alguma coisa.
Como meu amigo Kira (@teqkira) me disse ontem:
“As pessoas tem mania de comparação, principalmente no meio pop. Você vê o fã da Gal Costa discutindo com o fã da Bethânia? Vê se o fã do Red Hot discute com o do Guns? Eles se respeitam, cada um curte seu som na sua e todo mundo fica de boa.”
E é verdade.
Eu passei bastante tempo da minha adolescência participando dessas discussões (até ontem, inclusive), até perceber que é verdade. Essas discussões cansam. Cansam quem é obrigado a lê-las porque apareceram na timeline, cansam quem participa delas, cansam as pessoas de usarem uma rede social por verem isso. Um exemplo bem prático: hashtag de artista no twitter. Os fãs sobem #FulanoReiDoUniverso e logo em seguida a fanbase “rival” vai lá e sobre #BeltranoDeusDaTerra. Não satisfeitos, a fanbase que subiu a tag primeiro já começa outra #FulanoReiDoUniversoDeusDaTerraOPPAGANGNAMSTYLE. E ficam nessas tags infinitas e que são tão bestas quanto quem as cria. Isso quando não ofendem os outros artistas. O que eu já vi de fã de RBD xingando RBR e vice-versa não tá no gibi.
É possível conviver com isso? É!
Uma prova viva é a página @D1V4S que curte com a cara de tudo e todas e ainda tem gente que leva à sério. Essas discussões chegaram a tal ponto de serem redutivas que existe gente que zomba disso (muito bem, por sinal), criticam com humor todo esse glamour em torno das “divas”.
As pessoas tem vivido em função dos seus ídolos. Ninguém precisa disso. Ninguém está lhe pagando para divulgar pra Christina Aguilera, pra vender pra Britney, pra pentear as perucas da Beyoncé, pra lavar as calcinhas da Rihanna, empurrar a cadeira de rodas da Lady Gaga ou passar formol na Madonna. Brincadeira, Madonna.
Assim como evangélicos querem forçar as pessoas a “aceitar Jesus”, os fãs tem tentado jogar seus ídolos goela abaixo nas pessoas.
Para!
Você se torna o chato da rede social, a pessoa que só sabe falar daquilo. Música POP é legal, é. Mas em excesso enjoa.
Curte sua música, viva com seu artista. Rejeite essas páginas e blogs que estimulam essas comparações. Cada artista é diferente entre si. Assim como eu e você somos diferentes. E tomara que seja sempre assim. O mundo não mereceria outro de mim.
(Source: p4int-c0nfessions)
I’m a grown woman… I can do whatever I want.
Por: Anderson Fox.
SLR. (via silverjellybeans)
[D/L] Beyoncé - Grown Woman http://adf.ly/PJwCh